Economizando no enxoval do bebê

Eu sei que é muito difícil resistir e segurar a tarjeta na hora de comprar as coisas de um bebê que está à caminho. Mesmo já sendo mãe, e mais madura à ponto de entender o que é prioridade e o que é roubada, cometi meus pecados na organização das coisas do Nicolas, principalmente no assunto roupas e sapatos.

Entrar no universo “mãe de menino” foi algo que me transformou numa pessoa um pouco maluca e descontrolada, mas a sorte é que meu marido me ajuda a segurar a onda, e as coisas acabam não saindo do equilíbrio.

Enfim, hoje vou falar aqui sobre todos os meus deals do enxoval, começando pelo assunto mais caro: os móveis.

O quarto

Montar um quartinho branco com azul bebê ou estilo príncipe definitivamente não era algo que estivesse nos nossos planos. A cama montessoriana da moda, por enquanto também não, já que me dá pânico em imaginar o bebê numa cama sem proteção.

E eu que não tinha idéia alguma do que estava acontecendo neste mercado bebês e gestantes, felizmente pude contar com a consultoria da amiga Milena que é mãe and proprietária da loja Baby Center em Ribeirão Preto.

Milena me contou tudo sobre o que há de mais legal nesse universo, e imediatamente lembrou que tinha um quarto que estava “encalhado” no mostruário da loja. Um quarto da linha FARM, que é uma linha que nasceu da parceria da Cia do Móvel x Ameise Design, a loja mais cool de móveis infantis de SP.

Os móveis trazem uma releitura contemporânea do estilo escandinavo, com predominância do retrô, e de acordo com as infos técnicas, traz produtos multifuncionais em madeira de jequitibá com entalhes que remetem ao clima da fazenda.

Tudo lindo até aí, certo?

Acontece que o quarto encalhado na loja de Ribeirão era um quarto PRETO. Acho que as mamis do interior não quiseram encarar o “peso” do preto, enquanto eu quase chorei de emoção quando a Milena me mandou a foto.

No final das contas, pagamos no quarto inteiro, com berço + cômoda + nichos + mesinha + cabideiro quase o preço só da cômoda da loja de SP, e meu filho tem o quarto dos sonhos de qualquer mãe gótica suave.

Linha FARM

O carrinho

Claro que nem tudo poderia ser perfeito e maravilhoso, né? O assunto carrinho foi uma treta que me tirou umas boas noites de sono depois que o bebê nasceu.

O que eu mais procurava num carrinho era a praticidade de ele abrir e fechar facilmente, ficando leve e compacto + o conforto para o Nicolas poder dormir nele, e obviamente, comprar um carrinho milionário de 3 mil reais como o Yoyo estava fora de cogitação. Então acabamos optando pelo Neuvo da Chicco, que tb veio da Baby Center.

Na hora a Milena me disse que não era a melhor escolha do mundo, mas se atendia o que eu esperava ok. Teimosa que sou, resolvi bancar.

O Neuvo era o único compacto, com o preço mais acessível, que encaixava o bebê conforto (o tal do Travel System, coisa que eu fiz pouquíssimas vezes) e parecia ser ótimo também para quando o bebê estivesse maior.

#cagadadetected

Na primeira semana de uso, no primeiro rolê até a farmácia da rua as rodas começaram a fazer um barulho tipo cama velha. Nessas eu descobri que poucas coisas me irritam tanto quanto carrinho com barulho.

Dei várias chances! Apliquei o óleo WD, tirei o bebê conforto por achar que de repente aquele carrinho não tinha “estrutura” para aguentar o peso, embora a marca diga que tem. Enfim, pode parecer bobo mas nas primeiras semanas o Nicolas dormia no carrinho no meu quarto, e me dava pânico em pensar de ter que mandar pra autorizada, que demoraria dias para me devolver.

Só um adendo: os hormônios do pós-parto fazem a gente dramatizar demais. Então, mamain, antes de pirar e se desesperar com probleminhas bobos, lembra que você esta sob efeito de “dorgas” naturais conhecidas como hormônios, tá?

Resumindo a história, eu quis insistir nessa merda desse Neuvo, e com a ajuda da Milena que conseguiu trocar com a marca (pelo mesmo carrinho, a pedido meu), perdendo tempo e energia no assunto.

Não deu certo, o segundo Neuvo deu a mesma treta do primeiro e acabamos combinando a devolução do dinheiro, que pra mim era um problema do mesmo jeito, pois nenhum carrinho do mercado parecia atender o que eu esperava.

Até que resolvi contar meu caso no grupo de mães do meu prédio, pedindo indicação de produto, e uma delas acabou me mandando a foto de um Quinny, que era um carrinho que havia cogitado no começo do enxoval, mas estava acima do meu budget.

Senti que aqui no Brasil temos pouco produtos de qualidade nesse segmento. É praticamente impossível encontrar um carrinho bom que faça sentido no primeiro ano inteiro do bebê, sem que vc precise trocar em algum momento. As melhores opções são os gringos como Yoyo / Cybexx / Quinny / City Mini etc, mas que aqui custam mais de 2mil reais.

Quando eu estabeleci a premissa de “carrinho compacto” é pq realmente é muito cansativo montar e desmontar trambolho sozinha com um bebê. Os carrinhos grandes, como o próprio Bravo da Chicco, aparentemente são confortáveis, mas na hora da logística são um pesadelo.

E esse Quinny Zapp Xtra Folding Seat da minha vizinha, embora usado, tinha absolutamente TUDO que eu queria num carrinho: ele é confortável, bonito e fica super pequeno / leve quando fechado.

Ainda consegui dar uma chorada pra Vizinha, que me cobrou R$500,00 por ele.

Usei do terceiro mês de Nicolas até agora, e só estou “agregando” mais um carrinho porque surgiu uma oportunidade muito boa, também de uma vizinha, que estava vendendo um Chicco Liteway de terceira mão por R$130,00.

Depois de toda minha experiência com a marca, que aliás cagou pra mim quando relatei o caso do Neuvo, não tenho coragem de pagar caro em nenhum produto novo deles (exceto itens de alimentação e roupas, que são muito bons). Só comprei o Liteway porque, embora pudesse ficar com o Quinny até não precisar mais de carrinho, queria um segundo carrinho ainda menor.

Dá pra ver na foto que não tem a parte de cima do cinto, por isso ela me vendeu tão barato, pq cortou o cinto. Mas eu mandei pra oficina e gastei R$45,00 para colocar novamente. Esse é um carrinho guarda-chuva, e sua vantagem sobre o Quinny é que é um pouco mais estreito.

Chicco Liteway

Eu sei que num primeiro momento a gente fica alucinada querendo tudo novinho para nossos bebês, mas se você pensar que tem coisas que usamos super pouco e que são vendidas praticamente novas na segunda mão, tenho certeza que vai se organizar para fazer bons negócios.

Participe de grupos de mães, grupos de desapego, pesquise no Enjoei, OLX…sempre tem oportunidades boas para quem não quer comprar coisas novas e caras.

Só um outro adendo: quando for comprar bebê conforto de segunda mão, evite comprar sem ver antes, pois eles possuem uma estrutura interna de isopor, que quando sofrem batida ficam comprometidas. Meu conselho é não comprar de segunda, mas se não tiver outro jeito, dê uma conferida minuciosa no produto antes.

As roupas

As únicas épocas que compro roupas para meu filho aqui no Brasil são JANEIRO e JULHO, quando acontecem as grandes liquidações. Fora isso, além de achar tudo muito caro, dificilmente me encanto com o estilo do vestuário infantil daqui.

Além de também adquirir bastante coisa em grupos de desapego (e também de vender as do meu filho), sempre que minha cunhada ou alguma amiga viaja peço na cara de pau para receberem algum pacote e trazerem pra mim.

Em qualquer época, sempre encontro coisas lindas e baratas nas abas de DEALS dos sites H&M, Carters, Old Navy e Gap Factory, que são as marcas mais baratas e legais da gringa.

Partindo disso, pude comprar bastante coisa (mais do que deveria, admito) gastando super pouco.

Banho, alimentação e brinquedos.

Não fui 100% assertiva, mas cometi poucos excessos.

A banheira com suporte é sim um trambolho, mas usei bastante nos primeiros meses, embora a almofada possa ser substituída pela redinha que é bem mais barata.

Uma coisa muito legal que fiz foi customizar o kit higiene dele. Além de caros e cheios de frufru, os kit higiene já prontos na minha opinião são inúteis. Por isso encontrei uma cesta legal e funcional da Zodio, com compartimentos que saem. Comprei uma garrafinha térmica pequena, potinhos de porcelana baratinhos na TokStok e além de ter ficado lindo e moderno, não morri com essas coisas na gaveta

Também customizei as almofadas, comprando o tecido no outlet da Tyrol da Vile Leopoldina, e contando com as habilidades de costura da minha tia (@titiaartesa), que fez também o protetor de carrinho e

As mamadeiras e esterilizador, que me disseram que não ia usar agora, acabaram sendo de grande utilidade, já que apesar de o Nicolas mamar muito no peito, em alguns momentos usava tb mamadeira.

Mamadeira e copos de treinamento também são coisas bem caras de se comprar aqui. Se puder pedir pra amiga que vem de fora, vai te ajudar a economizar.

A liquidação da Zara Home é muito boa para comprar roupas de cama, pratinhos e algumas roupinhas de dormir. Aqueles pratinhos fundos de Melamina ficam em torno de R$20,00.

A máquina de fazer papinha Baby Cook não comprei, mas quem usa gosta e vi bons preços na OLX. Potinhos para congelar você pode comprar em lojas de utensílios domésticos, ao invés de pagar o Baby Imposto em produtos para bebês (assim como vc paga o Imposto Rosa em itens femininos).

Outra coisa legal que fiz foi alugar brinquedos grandes no site Estante do Bebê . 

O que me ajudou a evitar comprar coisas caras e grandes, que só serviriam para empacar a vida.

A cadeira de alimentação também foi um bom investimento. Poderia ter comprado usada, mas precisava com urgência e não achei nenhuma que valesse à pena. Talvez se tivesse me planejado e pesquisado antes…

Escolhi a Infanti Apettito Monster, pois ela possui encosto de muda de inclinação e sua altura é regulável. Confesso que nunca mudou o assento, mas o fato da altura ser regulável ajuda muito. Além disso é leve e fácil de encostar na sua sala (aceite essa realidade).

Sobre a amamentação, para você que tira leite tb é possível comprar de segunda mão ou emprestar das suas amigas a máquina da Medela que custa 2mil. Eu optei pela bomba manual, que custou R$200,00 mas já se pagou de tanto que usei.

Você sabe que amamentar tb ajuda a economizar dinheiro né? Não só de leite, já que uma lata de Enfamil custa R$70,00 mas principalmente com a saúde, pois certamente seu bebê não ficará doente e não precisará de remédios.

Meu filho vai fazer 11 meses e ainda mama no peito. Nunca teve doença alguma, e foi ao hospital pela segunda vez na vida (a primeira foi quando nasceu) essa semana porque teve uma tosse, que foi diagnosticada como mudança de clima.

É isso mamain, por aqui vivendo a maternidade e aprendendo. Infelizmente, ainda existe no nosso país muita crueldade com as mães que voltam de licença maternidade, que cedo ou tarde são demitidas. Por isso, aprender mais sobre os hábitos de economizar e fazer bons negócios, além de abrir nossa mente para novas idéias, são úteis para esse momento e para todos os outros da vida.

Tem gente que acha cafona economizar, eu acho péssimo ficar sem dinheiro, por isso meu conselho é não desistir de caçar oportunidades. Faça uma lojinha no Enjoei (https://www.enjoei.com.br/correpaula) que apesar de ter uma taxa meio alta, vende rápido e vale à pena, assim como no site Ficou Pequeno.

Não tenha vergonha nem preguiça de ir atrás, pois eu sou a prova viva que é possível ter tudo que queremos sem termos que deixar um rim em troca.

Afinal, quando nasce uma mãe, nasce também uma leoa que não mede esforços para fazer as coisas acontecerem, não é?

Namastê!

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