Corrida é o meio, não o fim

Só agora percebi que no final das contas não contei como foi a Maratona de Chicago, escrevi o primeiro texto e ficou por isso mesmo.

Talvez não tenha sido à toa esperar tanto tempo pra voltar à escrever. Depois de Chicago fui sorteada pra Londres, NYC e estou com qualify pra Boston. Tudo muito legal, se for parar pra pensar que passei tanto tempo correndo sem metas nem grandes ambições.

Aconteceu que corri Chicago num tempo melhor do que esperava e inevitavelmente, logo em seguida, comecei a pensar nos próximos passos – por que não, rumo ao sub3?

O problema é que, pelo menos pra mim, pensar demais num objetivo tira o foco o momento presente e comecei a me sentir, de novo, ansiosa por causa de corrida – algo que não acontecia desde o nascimento do meu filho.

Minha relação com a corrida mudou tanto depois que tive o Nicolas, que a única coisa que sempre desejei foi que aquilo permanecesse para sempre. Nossa, como é bom correr sem noiar, sem contar kms, sem pensar em números…

Correr Chicago foi muito importante para sair do conforto e poder ver que ainda sou capaz de me superar (se estiver afim). Mas o que me deixou feliz mesmo foi voltar pra minha zoninha de conforto, onde permanecerei por alguns meses até estar pronta de novo.

Eu realmente preciso correr mais de uma maratona por ano? Preciso perseguir números o tempo todo? Preciso correr muito o ano inteiro?

Então, não sei se preciso…

Talvez precise me reconectar com o presente, para poder vivê-lo na maior parte do tempo, e então me sentir pronta para um breve período focada em metas. Quando a gente tá focada em uma meta a gente não presta atenção no agora, a gente faz tudo por um objetivo lá na frente.

Claro que existem diversos tipos de corredores, e pra ser honesta faz pouco tempo que consegui identificar que tipo sou eu. Me achava competitiva, caçadora de recordes e tals, mas percebi que não sou. Que gosto de caçar e conquistar por um tempo curto, nos demais períodos prefiro focar em construir bases sólidas de maneira constante e consciente.

Não gosto mais de correr pra caramba o ano inteiro, percebi que preciso do marasmo para me entregar nas épocas de emoção.

Descobertas que vão chegando ao longo dos anos, né? Por aqui já são quase 11 correndo.

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